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Análise Resident Evil 5
Posted by: Jogar Jogos in Dicas Resident Evil, resident evil on March 20th, 2009
Desde o excelente “Resident Evil 4″, jogo lançado originalmente em 2005 para Gamecube, os fãs da celebrada franquia da Capcom estão à espera de um novo capítulo oficial para tentar desvendar mais mistérios de sua complexa trama e, claro, explodir cabeças de zumbis implacáveis. Demorou um bocado, mas finalmente “Resident Evil 5″ está entre nós, trazendo várias melhorias à sua fórmula e algumas boas novidades , se aprofundando ainda mais em sua mitologia ao amarrar pontas soltas do game de quatro anos atrás e também de “Resident Evil: The Umbrella Chronicles” – jogo de tiro para Wii de 2007, que também se encaixa no cânone da grife.
Uma aventura na África
O novo capítulo da saga volta a se concentrar na figura de Chris Redfield, introduzido ainda o primeiro jogo da série. Depois de desmantelar a corporação Umbrella, responsável por experiências que levavam a mutações horrendas em humanos e animais, o herói se empenha na luta contra o tráfico de tais experimentos, usados com armas biológicas por terroristas e outros grupos criminosos.
Sua mais recente missão o envia a um país fictício do continente africano para investigar uma nova epidemia – muito parecida com a relatada por Leon Kennedy em “Resident Evil 4″, quando teve que resgatar a filha do presidente dos EUA das garras de um culto misterioso na Espanha. Como integrante da agência antibioterrorismo BSAA, Chris se alia a uma agente local, a atlética Sheva Alomar, e parte em uma jornada que, no fim das contas, não se limita a estudar as origens da infecção e explora todo o passado da franquia, assim como personagens muito queridos pelos fãs.
A trama é com certeza o grande trunfo do game, capaz de absorver não só os fãs de longa data da série, mas também marinheiros de primeira viagem. Como este já é o oitavo título canônico e alguns eventos passados podem estar apagados na memória dos veteranos , o jogo traz arquivos em texto sobre a mitologia completa da franquia para relembrar fatos e situar os novatos. Isto é importante porque a narrativa não se acanha em despejar referências a jogos anteriores ou apresentar flashbacks reveladores, mantendo o importante senso de progressão da série – já se foram treze anos desde o primeiro “Resident Evil” e ainda curtimos a história introduzida por ele, com suas várias reviravoltas e conspirações.
Parceiros em sintonia
O grande chamariz deste “Resident Evil 5″ é o sistema de parceria entre Chris e Sheva, algo que foi introduzido em “Resident Evil 0″ para Gamecube e aqui funciona de maneira mais dinâmica. Jogando sozinho, o usuário controla Chris enquanto o computador se encarrega de Sheva, utilizando duas posturas diferentes, uma mais agressiva e outra de cobertura. A moça é bastante útil não só nos combates, mas também na exploração dos cenários para a resolução de puzzles – podemos ajudar a heroína, por exemplo a subir, em uma plataforma de difícil alcance para encontrar a saída.
Infelizmente o computador não é lá muito esperto e coloca Sheva como uma verdadeira cria do Rambo. Ela não hesita em gastar balas, granadas e spray de primeiros socorros ao menor sinal de perigo, o que pode comprometer seu estoque para momentos mais críticos, como os combates contra os chefes. É necessária cautela ao utilizar o novo sistema de inventário em tempo real e dar a ela somente o essencial para uma cobertura efetiva, sob o risco de desperdiçar itens valiosos em confrontos banais.
Talvez por isso o jogo seja tão viciante em multiplayer, com dois amigos controlando os protagonistas. Embora não seja um processo muito intuitivo offline – é necessário que o segundo jogador pressione start durante uma partida em andamento para poder entrar, já que a opção não aparece no menu inicial – é bastante compensador. Dá para estranhar um pouco a divisão da tela, que fica preta e mostra duas telas um pouco distantes uma da outra, similares ao efeito PIP (Picture in Picture) de televisores. Mas ao se acostumar com o efeito, com certeza tudo fica mais interessante, ágil e entrosado. O mesmo esquema pode ser repetido online, o que se mostrou igualmente interessante.
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